Principios do tratamento de Mulligan

[postlink]http://video.facafisioterapia.net/2011/04/principios-do-tratamento-de-mulligan.html[/postlink]http://www.youtube.com/watch?v=h27VgxWEplkendofvid [starttext]

Na aplicação destas técnicas de terapia manual, as contra-indicações, que fazem parte do conhecimento dos fisioterapeutas, existem e devem ser respeitadas sempre. Embora, sempre guiado pela regra básica de Mulligan de nunca causar dor, o fisioterapeuta tendo optado pelo uso do SNAGS na coluna e dos MWM´s nas extremidades, deve ainda conhecer e seguir as regras básicas de aplicação das técnicas de terapia manual.

Os princípios básicos a seguir têm sido desenvolvidos especificamente para aplicação dos MWM´s e SNAGS na prática clínica:

- Durante a avaliação o fisioterapeuta identificaram um ou mais dos sinais comparáveis descritos por Maitland. Estes sinais podem ser: perda do movimento articular, dor associada ao movimento, ou dor associada à atividades específicas (ex: dor na região lateral do cotovelo durante extensão resistida do cotovelo, tensão neural adversa).



- A mobilização articular acessória passiva é aplicada seguindo-se os princípios de Kaltenborn (ex: paralela ou perpendicular ao plano articular). Este deslizamento articular deve ser por si só livre de dor.



- O terapeuta deve continuamente monitorar a reação do paciente para certificar-se que nenhuma dor é produzida. Utilizando seu conhecimento de artrocinemática, seu senso de tensão tecidual e raciocínio clínico, o fisioterapeuta investiga várias combinações de deslizamentos paralelos, perpendiculares e/ou rotacionais para encontrar o deslizamento/plano correto de tratamento.



- Enquanto é mantido o deslizamento acessório, o paciente é solicitado a realizar o movimento que está restrito (sinal comparável). Agora, o movimento articular deve apresentar uma melhora significativa (ex: amplitude de movimento aumentada e diminuição significativa ou, melhor ainda, ausência da dor original).



- O movimento ou atividade previamente restringida ou dolorosa é repetida pelo paciente enquanto o fisioterapeuta mantém novamente o deslizamento acessório apropriado. Ganhos adicionais são esperados com as repetições durante uma sessão de tratamento, geralmente realizando-se três a quatro séries de dez repetições cada



- A aplicação de uma sobrepressão passiva no final da amplitude disponível geralmente promove um ganho adicional. Essa sobrepressão deve ser, como sempre, livre de dor. Falha em melhorar o movimento bloqueado indica que o terapeuta não encontrou o deslizamento/plano correto de tratamento, a velocidade de aplicação e força foram inadequadas ou a técnica não é indicada



O auto-tratamento é sempre possível utilizando o princípio do MWM com bandagens adesivas utilizadas em práticas esportivas e/ou com o paciente fornecendo o componente de deslizamento do MWM ou do SNAG, e o próprio esforço do paciente produzindo o movimento ativo. A dor é sempre a guia. Técnicas de MWM e SNAGS bem sucedidas devem diminuir ou eliminar a restrição de movimento/ausência ou diminuição da dor nos sinais comparáveis enquanto promove melhora significativa na função. Elementos que permitam a mensuração das melhoras que o paciente apresenta são necessários para justificar o progresso da intervenção.

Nos sistemas de terapia manual existentes, a decisão sobre a direção, grau e tipo de mobilização a ser usada é baseada na percepção do fisioterapeuta sobre a perda do deslizamento acessório ou num modelo conceitual sobre a biomecânica articular normal. No sistema de Mulligan, estes fatores são determinados pelos efeitos imediatos sobre a dor e melhora da restrição de movimento e sinais comparáveis.

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